quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Cuidado com este Leixões...

Hoje, temos mais 2 jogos da taça sendo que as atenções estão viradas para o Benfica - Leixões. 

Ter em atenção que este Leixões de Daniel Kennedy está muito melhor do que o Leixões que iniciou a época. Neste momento a classificação do Leixões na II Liga não traduz o que esta equipa vale.

O Benfica terá de encarar este jogo com muito 'respeitinho'. Mexer muito na equipa não será boa ideia. 

Em baixo, um vídeo sobre a família do Leixões.

 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Hoje não deveria haver post sobre o Sporting...

..., se bem que, dizer apenas onde está o responsável do que se passou hoje em Chaves.
O culpado de tudo o que se passa neste momento com este Sporting é o 'senhor' da foto.

Mete o 'nariz' onde não é chamado, deu cabo da cabeça destes jogadores e da respectiva equipa técnica. Querem o quê?

Enfim..., Parabéns ao Chaves!

Aguardando pelo Chaves vs Sporting

Vão 'mazé' dar banho ao cão



Já só me consigo rir com o 'novo palavreado' de alguns treinadores da nossa praça.

ele é o critério,

ele é o processo,

ele é o foco, ...enfim, acho que isto anda é tudo 'desfocado'.

Vão 'mazé' é dar banho ao cão.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Benfica e Sporting levam os adeptos ao contraditório

O dia de ontem foi de emoções contraditórias em relação aos adeptos do Benfica e do Sporting.

O Benfica cedeu um empate na Luz com o Boavista e o Sporting não aproveitou em Chaves para encurtar distâncias para o líder.

Não tenho dúvidas que os jogadores do Sporting tiveram acesso ao resultado da Luz quando os encarnados estavam a perder por 0-3.
Normal que tenha acontecido um sentimento de euforia (controlada, acho eu!) e depois o empate final poderá ter tirado a tal motivação extra que até ali tinha-se apoderados dos leões.
O Sporting entrou apático em Chaves e mesmo com muita dedicação dos jogadores, não conseguiu os três pontos.


Em baixo, deixo as duas crónicas feitas no Observador sobre os dois jogos dos rivais de Lisboa.


Tirar ou não tirar o “pinheiro”, eis a questão

Cedo o Sporting começou a perder em Chaves. Bas Dost empatou e viraria o resultado.

E saiu. Talvez cedo demais. Quando o Chaves fez o 2-2, faltava lá ele para fazer o que melhor sabe: golos.



Era preciso tomar uma decisão. E rapidamente. Raúl José ajeitou o headset e de lá ouviu Jesus (castigado e a ver o jogo na bancada) dar uma ordem. O Sporting empatava (1-1) em Chaves e Rúben Semedo acabara de ver o segundo cartão amarelo — é a terceira vez que o central é expulso por duplo amarelo no último ano. Paulo Oliveira saltou do banco, tirou o fato-de-treino à pressa e fez uns sprints logo ali, sem ter sequer tempo de aquecer antes de entrar. A substituição estava pronta. O minuto era o 73. Certamente sairia alguém do meio-campo ou, quem sabe, um dos suplentes (Bryan Ruiz ou André Felipe) que entraram ao intervalo.
Depois, dois minutos depois, o Sporting marcaria. Paulo Oliveira viu o golo ainda fora do relvado, à espera para entrar. Três toques. Um: Ruiz desmarcou num passe longo André Felipe dentro da área, ligeiramente descaído para a esquerda e sem ângulo para chutar. Dois: André cruzou de primeira para o primeiro poste, um cruzamento rasteiro, forte e à espera de um desvio. Três: Bas Dost antecipou-se a Freire e, nessa nesga que conseguiu ganhar ao central do Chaves, desviou para o poste contrário e para dentro da baliza.
Era preciso tomar uma decisão. E mais rapidamente ainda, pois Oliveira entraria mal acabassem os festejos e a bola regressasse ao meio-campo. Saiu Bas Dost. Antes do golo, e com o Sporting a empatar em Chaves, certamente não sairia o “pinheiro” que todos procuravam com cruzamentos e mais cruzamentos, em busca do empate e, a seguir, da reviravolta no placard. Mas a um quarto de hora do fim, e vencendo, o Sporting resolveu tirar Bas Dost: era tempo de segurar a vitória. Sabendo o que sabe a esta hora, Jesus tiraria outro qualquer e não o holandês. Talvez saísse André. Talvez Ruiz. Qualquer um menos ele. É que o “pinheiro” fez falta no tempo extra.
“Culpe-se” Fábio Martins e o golo de uma vida. João Patrão tentou desmarcar Rafael Batatinha (os dois entraram com a segunda parte a decorrer) nas costas da defesa do Sporting. O passe era “a rasgar”. E Batatinha ficaria cara a cara com Patrício, que logo tratou de sair da baliza. Não foi preciso. Coates não deixou. Esticou-se todo, deslizou sobre o relvado e não deixou. O problema é que o corte do uruguaio acabou nos pés de Fábio Martins. O outro problema é que Patrício saiu da baliza e continuava mais adiantado do que deveria. E Fábio rematou de primeira, fazendo um “chapéu” ao guarda-redes do Sporting. Sim, é o golo de uma vida. Mas é golo. E o Chaves empatava o jogo.
Voltemos atrás no tempo. E voltemos ao início do jogo. Literalmente ao início e aos quatro minutos.
Golo madrugador do Chaves e de Rafael Lopes, erro de marcação (a roçar o amadorismo, diga-se) de Ricardo Esgaio. Mas a culpa do golo do Chaves (falemos primeiro da “culpa” e mais adiante do mérito que também há) não é apenas dele. Bruno César (que hoje foi defesa-esquerdo) subiu, deixou o flanco à mercê de Perdigão, não recuperou o lugar, Perdigão foi desmarcado desde a defesa e correu que se desalmou, olhou para a área, saiu-lhe do pé direito um cruzamento longo e, ao segundo poste, Lopes cabeceou à vontade. Porquê “à vontade”? Simples: Esgaio, que o deveria seguir, não seguiu, não saltou com ele, não fez nada, e foi o “espectador” que de mais perto assistiu ao golo. Quanto ao mérito, é todo de Rafael Lopes, que se aproximou de Rúben Semedo antes do cruzamento, depois recuou até Coates e, por fim, até Esgaio. Atrapalhou as marcações dos centrais do Sporting e escolheu por adversário o defesa que pior o faz.
Empatar, o Sporting só empataria perto do intervalo: 46′. Antes, e durante toda a primeira parte, tentou vezes e vezes sem contra, à direita ou à esquerda, encontrar com cruzamentos uma cabeça loura, um tanto calva, que é a de Bas Dost. Sem sucesso. Ora porque os laterais e centrais do Chaves não permitiam e cortavam tudo, ora porque os cruzamentos (sobretudo os de Esgaio e Bruno César; a propósito: laterais precisam-se em Alvalade) não chegavam lá. Por fim, e depois de tantas tentativas, Gelson cruzou desde a direita, um cruzamento longo, Bas Dost deu um passe atrás na pequena área e desviou nas costas de Ponck.
Era o 15.º golo esta temporada (em 25 jogos) para Bas Dost. Faria mais um na segunda parte — e disso tudo lhe contei logo no início. Mas saiu (talvez cedo de mais e quando o jogo continuava “partido”) e não voltaria a aumentar a sacada de golos que já leva. No final, mesmo no finalzinho — e depois do golo de Fábio Martins –, o Sporting bem tentou o que antes tentara: cruzar para a área, na esperança que alguém resolvesse o que se complicou. Coates é também ele um “pinheiro” e subiu até à área do Chaves. Mas não é Dost. André? Esse, nem goleador, nem “pinheiro”. E o Sporting desaproveitou o deslize do Benfica horas antes.

Benfica-Boavista. O empate por xeque perpétuo


Na iminência da derrota (3-0 aos 25 minutos, caso único na Luz para o campeonato), o Benfica dá um golpe de autoridade e chega ao empate aos 68'. Depois, o Boavista controla e evita o xeque-mate: 3-3





O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.

Num prato de trigo tragam três tigres. Três tigres tragam trigo num prato dum trago. Tragam o trigo aos três tigres que eles tragam o trigo no prato. Tragam o trigo aos três tigres que eles tragam o trigo no prato dum trago.
O rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia. O raio do rato roeu a rolha do rei da Rússia. O raio do rato roeu a rolha da garrafa de rum do rei da Rússia. O raio do rato roeu a rolha redonda da garrafa de rum do rei da Rússia. O raio do rato roeu a rolha redonda da garrafa de rum de Roberto, o rei da Rússia. O raio do rato roeu raivoso a rolha redonda da garrafa de rum de Roberto, o rei da Rússia. O raio do rato roeu raivoso e rápido a rolha redonda da garrafa de rum de Roberto, o rei da Rússia. O raio do rato roeu raivoso e rápido a rolha redonda da garrafa de rum de Roberto, o ruidoso rei da Rússia.
– Raio! – ralhou o rei. – rato rapace!
– Raça! – rugiu o rato. – é rija a rolha!
Se passa os três níveis sem dar um nó cego à língua, está habilitado a continuar a ler. É uma tarde de sol, cheia de Luz. O estádio abre as portas e mais de 55 mil pessoas entram com a perspectiva de assistir à nona vitória seguida do Benfica. Nem pensar, discorda o Boavista, sem vencer na Luz desde Março 1999 (aquele mítico 3-0 de Ayew, Ayew e Luís Manuel na estreia promovida por Souness dos laterais Harkness e Charles), A equipa de Miguel Leal sai com a bola e impede o Benfica de fazer dois toques seguidos do meio-campo para a frente. Tanto assim é que o primeiro lance digno de registo é uma falta defensiva de Luisão, aos 5′. E o segundo é mais do mesmo, aos 7′. Só a partir dos 10′ é que o Benfica dá um ar da sua graça e encontra o caminho para a baliza de Kamran, com um remate de Samaris (titular tão-só pela segunda vez no campeonato 2016-17, após o 1-1 no Dragão) ao lado. No quadradinho seguinte, Rafa dribla por ali fora e serve Gonçalo Guedes, cujo pontapé mais em jeito do quem força sai também ao lado.
A partir daqui, o Boavista dá espectáculo. Ou melhor, Iuri Medeiros aparece em jogo: assina o 1-0 de livre directo (14′), assiste Lucas para o 2-0 aos 20′ e oferece o 3-0 a Shrembi aos 25′. Num piscar de olhos, o Boavista marca três golos em menos de meia-hora e faz história. Nunca uma equipa nacional conseguira tal feito na Luz – nas provas europeias, só o Manchester United para a Taça dos Campeões 1965-66. Nesses três golos, o 1-0 começa numa falta sobre Rafa não assinalada pelo árbitro Luís Ferreira e o 3-0 é irregular porque Shrembi tira partido do fora-de-jogo para encostar o passe altruísta de Iuri. Sempre ele, Iuri. O rapaz merece. Tem qualidade nos pés e cabeça, muita cabeça. Vai daí, marca o quarto golo da sua história ao Benfica (um pelo Arouca em 2014-15, dois pelo Moreirense em 2015-16 e agora pelo Boavista em 2016-17). O último português chama-se Gomes, Fernando Gomes. Um clássico dos anos 80. Iuri vira um clássico do século XXI.
Em desvantagem por 3-0, o Benfica continua sem encontrar o fio de jogo. Se a defesa é mole, o ataque é macio. Rui Vitória mexe aos 38 minutos e saca Rafa. Quem entra é Mitroglou e é precisamente ele quem assina o 3-1 antes do intervalo, na sequência de um passe de Salvio após defesa incompleta de Kamran a um pontapé de Pizzi de fora da área (o grego já é o melhor marcador do Benfica no campeonato, com sete golos, mais um que Pizzi). Um-três ao intervalo. Qual é o último na Luz, para o campeonato? Em Outubro 1959, com o Lusitano Évora. Surpresa das surpresas, o Benfica ganha esse jogo por 5-3. nas duas anteriores situações de 3-1 ao intervalo, o factor casa faz a diferença (4-3 ao Sporting em 1949 mais 5-3 ao Belenenses em 1935).
A segunda parte traz um Benfica ligeiramente diferente, com Cervi no lugar do capitão Luisão (quem leva a braçadeira é André Almeida). E é o argentino quem agita o Boavista, com a falta sofrida por Edu Machado de que resulta o 2-2 de Jonas, de penálti, aos 53′, e o cruzamento para o autogolo de cabeça de Fábio Espinho, aos 68′. Com mais de 20 minutos de jogo, o Benfica acredita na reviravolta. Só que Miguel Leal faz as suas substituições e a entrada do lateral-direito Mesquita trava o andamento de Cervi. Sem o turbo boost, o Benfica perde intensidade. O tempo passa e nada de bolas ao poste, à trave ou salvas na linha por Kamran. Aliás, é Ederson quem evita o 4-3 do Boavista em duas situações relâmpago, aos 80′ (Renato Santos) e 82′ (Anderson Carvalho). Quando Luís Ferreira apita para o fim, uma confusão imensa instala-se no meio-campo por obra e graça de um desentendimento entre Kamran e Jardel (suplente). É o sétimo 3-3 na Luz para o campeonato. Será que algum candidato ao título aproveita este brinde? É caso para desatar o nó com o tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Pouco se debate sobre a dívida do Benfica

Umas breves notícias sobre o abismo financeiro para onde caminha o Benfica e siga para bingo!...
Enfim...um ruído praticamente ensurdecedor por parte do sócios.
Quando se está numa 'onda vencedora', pouco ou nada interessa a nível financeiro, e se a equipa principal está bem o resto que se 'foda'...
Ok,!...dirão alguns fanáticos, mas o activo cobre o passivo e blá, blá, blá.
Pois!...voltaremos ao tema num futuro próximo!!!





quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Pensativa...

COROADO RECORDA AZIA NO CHAVES-SPORTING



Antigo juiz lisboeta, de 60 anos, recorda o Chaves-Sporting de 1999, fala da célebre sensação de azia e diz que o problema hoje é a falta de formação.

RECORD: Por que sentiu ‘grande azia’, depois do último Chaves-Sporting, a 23 de janeiro de 1999?

JC – Porque tinha noção de não ter feito uma boa arbitragem. E porque só foram referidos os erros que teriam prejudicado o Sporting, quando houve um penálti favorável ao Chaves que eu, estúpido, bloqueado não sei porquê, não sinalizei. Com 1 minuto e 20 segundos de jogo.


R: Mas foi contestado por mais decisões…

JC –O que dizem que foi golo limpo para mim não foi, porque o Beto fez falta. Na jogada do Simão à entrada da área, o Sporting reclamou mas não tinha razão. Depois, sim, veio um lance caricato.

R: O penálti sobre Beto?

JC – Sim. Um jogador do Chaves [Barbosa] agarrou-o e fez falta passível de penálti. Já estávamos em período de compensação e não dei seguimento. De forma inconsciente, ou subconsciente, foi uma tentativa de equilibrar um erro com outro erro. Entrei num ciclo de compensações, que é a pior coisa que um árbitro pode fazer. ‘Não assinalei aquela mas agora também não assinalo esta’. E isso para mim foi uma lição tremenda, foi um ensinamento extraordinário.

R: Percebeu de imediato que tinha errado?

JC – Logo a seguir ao jogo, com os meus colegas, quando jantávamos e trocávamos impressões. No dia seguinte, perguntaram-me o que eu tinha a dizer sobre a minha prestação e eu respondi que estava com uma grande azia. Nós estávamos proibidos de nos manifestar tecnicamente sobre as nossas prestações. E aquela expressão foi para demonstrar a minha insatisfação e o desagrado por constatar que as análises eram parciais, pois olhavam só para o Sporting e não para o Chaves. Nesse jogo fui incompetente, tão simples quanto isto.

R: Ato contínuo, o Sporting decretou luto, em protesto. Como olha para esses acontecimentos?

JC – Decorridos 18 anos, posso considerar-me um zombie. Devo fazer parte dessa série que anda aí, o ‘Walking Dead’ [risos].

R: Quer explicar?

JC – O Sporting decretou luto, eu estou vivo, devo ser um morto-vivo [risos]. Renasci das cinzas.

R: Mas como vê o facto de pouco ter mudado, a avaliar pelas críticas de que a arbitragem é alvo?

JC – Já vai para 16 anos que deixei a arbitragem. Fui árbitro durante quase 30 anos. Fiz 2.763 jogos. O ser humano não se alterou. O corpo continua a ter 60% de água. Continua a ser feito de carne, ossos, músculos, cabelo… É igual.

R: E continua a falar-se mal da arbitragem, é isso? 

JC – Continua e vai continuar, porque [os responsáveis] não são capazes de olhar para si próprios. Os árbitros hoje não têm formação adequada. Tenho visto erros esta época na primeira categoria que no meu tempo no Distrital era um puxão de orelhas e três semanas sem arbitrar. O problema atual da arbitragem portuguesa está na formação. E sobretudo ao nível dirigente. A história do árbitro coitadinho para mim não serve. Errar é humano, mas também é muito humano procurar evitar o erro.
Entrevista ao Jornal Record

«Os penalties do campeonato português»




Segundo fonte que 'estuda' a matéria em questão, foram até ao momento assinalados 24 pontapés de penalty no campeonato português.

14 foram concretizados em golo e 10 foram falhados!

Em relação aos penalties reclamados e não assinalados no campeonato português e, que a fonte em questão, considera que haveria razão para tal, os clubes 'ditos' mais pequenos são os mais prejudicados.

Em relação aos 'ditos' grandes da nossa praça, estão assim 'ordenados'.

6 penalties por assinalar a favor do FC Porto
5 penalties por assinalar a favor do Benfica
5 penalties por assinalar a favor do Sporting

Interessante verificar, que os extremos da tabela não tem penalties assinalados contra si - Benfica, FC Porto e...Tondela.

Continuem assobiando para o ar e não joguem mais futebol que vão no bom caminho...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Recordando a supertaça ganha pelo Sporting em 1987

Faltam espectadores em Moreira de Cónegos




Num país pequeno e onde a grande maioria dos adeptos do futebol (e não só) são afetos a somente três clubes, ninguém fica admirado por constatar que, em determinados palcos da divisão principal, as assistências são consideravelmente reduzidas. Mas, se esse é um problema que afeta muitos emblemas, os números dizem-nos que mora em Moreira de Cónegos o clube que mais sofre com isso. O Moreirense juntou somente 11.394 espectadores nos oito encontros que já realizou em casa esta temporada, total que nos remete para uma média de 1.424 pessoas por encontro no Joaquim Almeida Freitas.
Na segunda-feira, na receção ao Belenenses, o Moreirense teve escassos 640 espectadores no seu estádio, marca que passou a ser a mais baixa da época. Não surpreende, aliás, que três das cinco assistências mais reduzidas de 2016/17 tenham sido em Moreira de Cónegos, ficando Arouca com as outras duas.
Paradoxalmente, o futebol português tem visto as médias de espectadores em determinados locais a aumentar nos últimos tempos. Essa tendência, aliás, vem desde 2004, pois foi por causa da realização entre nós do Campeonato da Europa que se construíram (ou melhoraram) os recintos dos clubes com mais adeptos.
O Benfica, não só pelos recentes resultados desportivos positivos, mas também por possuir o estádio maior , apresenta-se como o clube que tem tido mais pessoas nos seus jogos enquanto visitado. A média está em 55.821 espectadores por encontro, a que corresponde uma taxa de ocupação média na Luz de 86,3%. Em Alvalade, o Sporting, tem uma taxa similar (86.1%), mas por ter um estádio mais pequeno, o jogo em que contou com mais público (49.399, na receção ao FC Porto) acaba por ficar abaixo dos sete que as águias disputaram em casa.
O FC Porto, por seu lado, tem uma taxa de ocupação de 69.3%, apesar de ter recebido 50.019 pessoas no clássico com o Benfica.
Sem surpresa, o dérbi da capital, na jornada 13, é o jogo com mais espectadores na atual temporada: 63.312.

SABIA QUE...

» A jornada 16 foi a terceira a registar 15 golos? Este é o pecúlio mais baixo da temporada e já tinha acontecido nas rondas 2 e 9.

» Foi igualado o máximo de cantos numa jornada? Foram totalizados 110 nesta última ronda, repetindo o sucedido na 3.ª ronda. 

» Nunca tínhamos tido uma jornada com tão poucos foras-de-jogo? Antes, o recorde mínimo estava em 28 (jornadas 2 e 9), mas agora verificaram-se apenas 26. De salientar que seis clubes (Arouca, P. Ferreira, Feirense, Marítimo, Benfica e Boavista) foram essenciais para este recorde, pois não somaram um só ‘offside’.

» O Estoril não marcou nas últimas quatro jornadas? E muito por culpa disso a equipa canarinha vai numa sequência de quatro desaires. O Belenenses também não festejou qualquer golo nos últimos três encontros e... perdeu todos.
Luís Avelãs no Jornal Record

«O melhor trinco português»

Na minha opinião, António André foi o melhor trinco português que vi jogar.

Não era um tecnicista, mas tinha raça, determinação e onde punha o pé ou ficava a bola ou o jogador.

Para aquela posição e para os tempos que eram, era isso que se exigia.
Ali não havia 'paneleirices'...era dar tudo em prol do colectivo.


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O Benfica está bem e recomenda-se

Quando fiz a entrada anterior, nunca pensei que este Benfica partiria para a sétima vitória seguida, atingindo os quinze golos marcados e zero sofridos.

Pressenti que Rui Vitória iria mexer na equipa e Pedro Martins não.

Enganei-me, o técnico vitoriano mexeu em seis jogadores mas não foi por aí que perdeu o jogo. Apenas ajudou a que isso acontecesse.

Verdade seja dita - este Benfica está bem e recomenda-se!

Sinal menos para Nelson Semedo que tem de entender que deve é jogar futebol e deixar-se de provocaçõezinhas com os adeptos adversários. Se eles provocam, um profissional não responde.

Os ânimos andam quentes no futebol português e os dirigentes também devem dar o exemplo. Escusadas aquelas atitudes de Flávio Meireles no intervalo do jogo. Também deve fazer o seu trabalho e deixar-se de provocaçõezinhas que não levam a lado nenhum.
O mal já estava feito, era altura de acalmar e conversar com calma e respeito.

Ela diz que o Vitória vai complicar a vida ao Benfica

...será que vai?!...eu também acho que vai ser muito complicado para o Benfica, pressinto que é para ficar pelo 'caminho'. Oxalá me engane!...


 

Uma enorme falta de respeito para com o Sporting

Esta atitude da RTP (vídeo em baixo) é uma enorme falta de respeito para uma instituição como o Sporting.

Por mais que Bruno Carvalho seja isto ou aquilo...

Na minha opinião e de muitos, ele também se põe a jeito para certas e determinadas atitudes, mas este promo da RTP é uma pouca vergonha! O Sporting já deu muito a este país a nível desportivo, merece mais respeito!

E, para finalizar, o dinheiro dos contribuintes portugueses não deve ser utilizado pela estação pública para 'rivalidades da bola!'


Parabéns Cristiano!...

...inteiramente merecido mais este troféu de melhor do mundo!

Na minha opinião, respeito todas as outras, é o melhor jogador português de todos os tempos! 

Em relação ao 'resto', calma, ainda não acabou a carreira...vamos ver ainda muito mais!

 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Cínicos, hipócritas e fanáticos...

...todos aqueles que nas redes sociais ou numa 'tasca' perto de si, protestam contra os árbitros quando são prejudicados e fogem (nem dizem nada) como ratos quando são beneficiados.
Este último fim de semana foi exemplo disso...
Enfie o barrete quem quiser que para esse 'peditório' faço conta de nunca mais comentar. Não entro nesse jogo do: a minha (penalidade) é maior que a tua (posição de fora-de-jogo)...
Espero eu?!...
Que a arbitragem não atravessa um bom momento, já todos sabemos!
O FC Porto e o Sporting tem mais razões de queixa que o Benfica mas isso também é muita poeira para 'esconder' outros factores.

FC Porto e Sporting também não atravessam um bom momento, já todos sabemos!, ou será que não?!...

Mas desculparem-se com arbitragens (atenção, o vídeo em baixo é outro assunto mais grave que nem lhe chamo arbitragem) quando os jogadores falham golos de baliza aberta?!...

Desculparem-se com arbitragens da Taça da Liga, quando os seus clubes não encararam a prova com os melhores jogadores nas três jornadas em disputa?!...
Querendo resolver o apuramento na última jornada? Mas isso é de equipas que se dizem 'grandes?!...'


Tenham vergonha e tino na carola!..., é uma vergonha para gente adulta...


Agora vamos ao tal vídeo, isto é do pior que já alguma vez vi num campo de futebol, mais parece um jogo de casados e solteiros (com o devido respeito pelos atletas de ambas as equipas) onde o prémio no final do jogo é beber do garrafão do vinho um copito com todos os intervenientes.


Este senhor 'árbitro e seu assistente', só podem ter começado a beber antes do jogo começar, ou então, isto é um caso do foro psiquiátrico. Não gozem com o futebol, mão pesada para esta gente.
Isto que se passou em Alcochete nada tem de idêntico com os erros recentes em jogos de I Liga!

domingo, 8 de janeiro de 2017

Recordando a final da Taça de Portugal de 1980 (vídeo)

Benfica: Bento; Alberto, António Bastos Lopes, Humberto Coelho e Pietra;
Laranjeira, Carlos Manuel, Shéu e Toni; Nené e César.

FC Porto: Fonseca, Simões, Freitas, Lima Pereira e Adelino Teixeira;
Quinito, Rodolfo Reis, Romeu, Frasco e Sousa; Fernando Gomes.



Sortes diferentes para Benfica e FC Porto

Quando fiz o último post, pressentia que o Benfica e o FC Porto iriam passar por dificuldades para vencer os seu jogos.




Apenas o Benfica desatou o nó (Jonas, claro está) ao minuto 19' e depois foi só gerir até ao dois zero final para os encarnados. O FC Porto foi mais do mesmo - várias oportunidades criadas mas pouca eficácia no momento da decisão. Um nulo no marcador como resultado final.

Não há muito a analisar, o FC Porto continua a 'pecar' muito na finalização.
Agora, pelos vistos, a vitima é o restaurante do filho do presidente e, não só...
Enfim...os ânimos andam quentes no futebol português e afinal não é só por erros de arbitragem.

Ontem, houve mais um penalty por assinalar num jogo envolvendo o FC Porto, mas aí, não se sabe o que poderia acontecer. Penalty assinalado (neste caso não foi assinalado a favor do Paços), não é golo concretizado.
O resultado final poderia ser o mesmo, ou até a vitória azul e branca, pois foi quem mais fez por isso.

P.S. Foi pena a SAD do FC Porto não ter posto a mão ao treinador Vítor Pereira no mês de Dezembro.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Até faz faísca as deslocações a Guimarães e a Paços de Ferreira

São quase sempre jogos complicados para Benfica e FC Porto, as deslocações a Guimarães e a Paços de Ferreira. Hoje, não será diferente e pressinto mais do mesmo.
Em baixo, alguns resumos de tempos recentes.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

«Uma vergonha este futebol»


(Foto da cronologia do facebook de Veiga Trigo)


Uma autêntica vergonha 'este futebol', e muito por culpa dos dirigentes que passam a vida incitando ao fanatismo puro e duro, de várias formas, tanto com pontas de lança em programas desportivos, como em 'sites fanáticos' afectos aos clubes nas redes socias que tolda o juízo ao mais comum dos adeptos.
Confesso que fico pasmado com alguns amigos meus que vão nessas ondas e estão mais fanáticos do que nunca. E alguns destes meus amigos, se conseguissem ver um jogo de futebol num bom plasma, em HD e, de preferência, concentrados, fazia toda a diferença. E sei que eles tem possibilidades para isso, mas não querem!...
Enfim...tenho pena de já não existir árbitros como antigamente, do género do 'enorme' Veiga Trigo, que não olhava a meios para pôr tudo na ordem, tanto dentro das 4 linhas como no banco de suplentes. A geração de árbitros que temos agora está 'amadurecendo' e, apesar de alguns erros, está 'pagando' as favas de quem joga pouco e não consegue justificar em campo os investimentos que foram feitos. 
Se repararem bem, os erros de arbitragem com influência directa nos resultados não são por aí além..., não são muito diferentes de épocas recentes!...

Deixo aqui um post da página do facebook do amigo António Boronha, simpatizante confesso do Sporting, que diz tudo sobre os últimos dias do futebol português. 

Subscrevo inteiramente este post de ontem!

O debate sobre o futebol português está a um nível paupérrimo.
A argumentação das partes é sempre a mesma, igual á dos miúdos: a minha (penalidade) é maior que a tua (posição de fora-de-jogo). Não passa disto.
Arbitragens, más, no centro das polémicas, escondem o essencial: o futebol praticado por Porto e Sporting é fraco e o do Benfica não tem sido maravilha nenhuma.
Em cima disto, tudo demasiado mau, tivemos hoje conhecimento de uma decisão absolutamente surreal, para não lhe chamar outra coisa pior: O Sporting retirou os dois jogadores emprestados ao Vitória (de Setúbal)... Queriam o quê?...Que os 'sadinos' tivessem entregue o jogo?...
Se queriam prejudicar a sério o adversário de ontem, que não teve qualquer culpa do que se passou, tinham-lhes emprestado até ao final da época,...o André, por exemplo.
Tenham tino, na carola!
Por favor.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Demonstra não ser teimoso



Antonio Conte chegou esta época pela primeira vez à premier league e não se está a dar nada mal.

Decidiu utilizar um modelo de jogo e uma estratégia que não resultou com o sistema táctico utilizado de início.

Não foi teimoso, chegou à conclusão que não era o indicado, mudou para 3-4-3 (por vezes varia noutros sistemas, mas sempre com 3 defesas) e daí em diante é o que se sabe - vai em primeiro, com 5 pontos de vantagem para 2º classificado, o Liverpool de Kloop,...e 7 pontos de vantagem para o 3º classificado, o Manchester City de Guardiola.

ah!, não esquecer - neste momento tem menos 1 jogo.

Será campeão?
Bom, não faço ideia, mas que vai bem encaminhado, lá isso vai!

O resto das teorias é conversa para 'boi dormir'...

domingo, 1 de janeiro de 2017

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O bate boca entre Jorge Jesus e Rui Vitória

Com um novo ano a se aproximar, espero bem que estas cenas deixem de existir de uma vez por todas. 

Foi um ano excelente a todos os níveis para o futebol português, os treinadores e os dirigentes que se dêem ao respeito a partir do novo ano. 


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

3 dias para finalizar 2016

Esta gente jogava muito!...

...se bem que, eu simpatizasse mais com o Milan de Arrigo Sachi.
Nesta final da 'Champions', apresentou-se sem os dois centrais de raíz, nem mais nem menos do que os 'enormes' Baresi e Costacurta!
Vencer por 4-0 ao grande Barcelona de Johan Cruyff, foi obra!!!

Ficha do jogo, aqui.

  

Mais uma 'vaporada' de Bruno de Carvalho?!...

Nada disso, apenas e só - Love.
Foi só uma 'troca de miminhos' na festa do 20.º aniversário da Clínica Milénio, que se realizou no Casino Estoril. Quem nunca esteve apaixonado, que atire a primeira pedra para o ar...

Melissa, a mulher que lesionou Boateng a fazer sexo




Foi a própria modelo a admitir que Kevin-Prince Boateng sofreu uma rotura muscular em 2012. 

Percorra a galeria, no Jornal O Jogo, aqui

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Entrevista a Pedro Madeira Rodrigues (vídeo)

Este, sabe-se de onde vem...

Ainda não tenho uma opinião muito bem formada sobre o primeiro candidato às eleições do próximo mês de Março no Sporting Clube de Portugal. 

Mas, uma coisa é certa: este, sabe-se de onde vem, o perfil é de considerar e é respeitado por muita boa gente deste País.

 

(Foto do jogo Belenenses 0-1 Sporting)


Algumas curiosidades sobre o perfil deste candidato: 

Pedro Madeira Rodrigues jogou nas camadas jovens do Sporting entre 1982 e 1985 e isso naqueles tempos não era para qualquer um. 

É o autor do musical "Sporting 1906" e foi distinguido com um prémio Stromp em 2012. 

- Pedro Madeira Rodrigues, 45 anos, casado e pai de cinco filhos, é sócio do Sporting desde 1981. 

- É licenciado em Gestão e Administração. 

- Foi chefe de gabinete de Álvaro Barreto, no Ministério da Economia, no início da década nos Governos do PSD/CDS. 

- Tem passagens pelos recursos humanos de várias empresas, tendo abandonado, recentemente, o cargo de secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

Quem o conhece, diz-me que não ganha as eleições no Sporting - é bom demais!
Será mesmo assim?!...
Acho que é prematuro tirar conclusões precipitadas, é necessário conhecer o projecto e a procissão ainda vai no adro..., mas, repito, este, sabe-se de onde vem e isso já é muito, muito importante para os sportinguistas.

Entrevista completa com o treinador do ano (vídeo)



 Entrevista à CMTV

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Os melhores de 2016 no campeonato português

Esta, foi a selecção do blogue Futebol Total de jogadores portugueses que mais se destacaram no campeonato português, no ano civil de 2016, sem médios defensivos de raiz. 

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Sporting. Mais uma prenda de Bas Dost

Nos últimos três 1-0 do Sporting, o herói é invariavelmente o holandês (Bessa, Bonfim e Restelo). Num jogo insonso, às vezes sem ponta por onde se pegue, o golo sai aos 90'+3



Pela cara, Bas Dost está quase quase quase a fazer o 1-0 nos descontos
MANUEL DE ALMEIDA/LUSA
Where’s the bottle? Where’s the bonbon? Where’s the whiskey? Where’s the bottle? Where’s the bonbon? Where’s the whiskey? Where’s the bottle? Where’s the bonbon? Where’s the whiskey? Where’s the bottle? Where’s the bonbon? Where’s the whiskey? Where’s the bottle? Where’s the bonbon? Where’s the whiskey? Where’s the bottle? Where’s the bonbon? Where’s the whiskey? Where’s the bottle? Where’s the bonbon? Where’s the whiskey? Where’s the bottle? Where’s the bonbon? Where’s the whiskey?
Atenção, isto não está escrito a giz por Bart Simpson. Na filmagens do filme “Quanto Mais Quente Melhor” (1959), a escultural Marilyn Monroe demora 59 takes para acertar na frase “Where’s the bourbon?”. Simples mais simples é impossível, só que Marilyn está num dia assim-assim a atirar para o não e está armado o trinta-e-um. Ligeiramente parecido com o Sporting no Restelo, primeiro apático, depois simpático, finalmente certeiro. Só ao fim do 93.º take é que a bola sai redonda para a baliza de Joel, cortesia Bas-pois-claro-Dost. Nos últimos três 1-0, o holandês é invariavelmente o herói (Bessa, Bonfim e Restelo). Respira aliviado o Sporting, por manter os oito pontos de atraso sobre o líder Benfica e ainda o quarto lugar do campeonato na viragem do ano.
Jesus promove uma semi-revolução com cinco alterações, quatro das quais na defesa. Só Coates continua firme e hirto. O resto é substituído, por lesão ou opção: Beto por Patrício, Esgaio por João Pereira, Douglas por Rúben e Jefferson por Zeegelaar. No ataque, Alan junta-se a Bryan num mundo de Ruiz e sem Bruno César metido ao barulho. A súbita mudança de meia-equipa resulta em nada por incapacidade do Sporting em criar perigo nas bolas paradas. Um dois três quatro cinco seis sete oito cantos na primeira parte e nem um serve para criar perigo às redes de Joel. Aliás, o único digno de registo é proporcionado pelo Belenenses, curiosamente na ressaca de um canto do Sporting. O capitão Adrien demora a libertar a bola e Sturgeon parte para o contra-ataque. No três-para-um, os belenenses atrapalham-se todos e Beto defende bem o desajeitado remate à queima-roupa de Sturgeon (39′). Quando Tiago Martins apita para o fim, há 0-0 em tudo: emoção, futebol e criatividade.
A segunda parte evidencia um Sporting menos adormecido. Alan testa os reflexos de Joel, aos 47′, e Campbell (entrado para o lugar do apagado Bryan) semeia o pânico com um cruzamento venenoso a que Bas Dost chega tarde, aos 61′. Cinco minutos depois, uma falta de Gonçalo Silva sobre Campbell resulta num livre à entrada da área. Adrien atira forte, Joel defende com a ponta dos dedos e a bola embate na trave antes de sair da área. Espantosamente, é o canto do cisne do Sporting. A partir daqui, o Belenenses assume o jogo e começa a espantar a bola para a baliza de Beto. Aos 73′, Sturgeon recebe e atira ao poste. No quadradinho seguinte (76′), João Diogo aproveita uma auto-estrada de Jefferson para obrigar Beto a defesa com as pernas. A pobreza franciscana é por demais evidente e o Sporting limita-se a controlar sem incomodar Joel. O número de cantos amontoa-se a torto e a direito. Só. Zero de perigo.
Quando o Belenenses sonha com o pontinho e perde tempo num lançamento lateral por Camará, o Sporting ganha uma bola no meio-campo por Bas Dost e lança-se ao ataque com fervor. Descaído sobre a esquerda, Campbell cruza para o segundo poste, onde surge repentinamente Bas Dost a selar a vitória. Até ao fim, o Belenenses ainda atira outra vez à baliza, num cabeceamento de Tiago Caeiro para defesa segura de Beto sobre a linha de golo. O um-zero está mais que garantido. Tiago Martins apita e há um adepto sportinguista a invadir o campo para pedir a camisola de Castaignos. A intervenção policial é imediata, tal como a de Jesus. Se os seguranças separam o adepto do jogador, o treinador une-os com um dois três quatro berros audíveis até na Almirante Reis. A saga do “where’s the bourbon?” continua só para o ano, no dia 8 Janeiro.
Estádio do Restelo, em Lisboa
Árbitro: Tiago Martins
BELENENSES: Joel Pereira; João Diogo, Gonçalo Silva, Gonçalo Brandão, Florent; André Sousa, Yebda (Mica Pinto, 84′) e Vítor Gomes; Sturgeon (Tiago Caeiro, 90′), Camará e Benny (Gerso, 73′)
Treinador: Quim Machado (português)
SPORTING: Beto; Esgaio, Coates, Douglas e Jefferson; Willliam (Bruno César, 83′) e Adrien; Gelson, Bryan (Campbell, 58′) e Alan (Castaignos, 73′); Bas Dost
Treinador: Jorge Jesus (português)
Marcador: 0-1, Bas Dost (90’+3)
Rui Miguel Tovar, aqui

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O QUE FAZER COM ESTA ARBITRAGEM?



O jogo de ontem no Dragão foi apenas mais um em que presenciámos um erro grosseiro com clara influência no resultado. Sem alinhar pelos 15 penáltis pedidos por Pinto da Costa, penso que é necessário admitir que os dragões têm razões de queixa de várias arbitragens esta época. Felizmente chegaram à vitória frente ao Chaves sem precisarem do golo anulado a André Silva. Seria mais um a causar descrédito numa prova e desporto que todos amamos mas cuja credibilidade anda pelas ruas da amargura. Basta ler os comentários dos leitores, o que se diz nos cafés, as barbaridades que se escrevem nas redes sociais para entender que os únicos satisfeitos são os que vão na frente. Não é de hoje, é coisa antiga. Toni, até ele, um símbolo do Benfica e que merece enorme respeito foi atacado apenas por ter sido intelectualmente honesto e ter dito algo muito simples: o árbitro do dérbi acabou por ter influência. Não disse que a águia foi levada ao colo nem colocou em causa a honestidade de Jorge Sousa. Num Mundo normal seria compreendido por todos, mesmo os que não concordam. Mas não, nos tempos que correm quem não alinhar na carneirada e debitar o discurso oficial não cabe na simples nomenclatura de bom adepto. É um inimigo. Até quem deu parte da vida pelo Benfica. Será possível? 
 
 

São mesmo muitos os erros. Não vale a pena escondê-lo. A Liga da Verdade de Record é apenas uma ferramenta simples para perceber que algo vai mal. O problema é que o diagnóstico está feito há muito. A cura para a maleita é que se antevê complicada. Ninguém assume quando é beneficiado. Os discursos dos técnicos e dirigentes são do mais hipócrita quando isso acontece. E como melhorar a arbitragem se a ideia de quase todos é sim controlá-la? É verdade que isto está mau. E não vai melhorar.

Bernardo Ribeiro no Jornal Record