domingo, 25 de setembro de 2016

Administrador da Benfica SAD compara Sporting à Grécia

Isto é que vai aqui uma açorda, hein?!...
acho que não havia necessidade de continuarem com discussões fúteis!...



O administrador-executivo da SAD do Benfica, Domingos Soares de Oliveira, voltou à carga contra o Sporting, comparando a situação financeira dos leões à da... Grécia.

"Para não falar em clubes, porque ultimamente parece que o jogo se faz nos Relatórios e Contas e não no relvado. E nós queremos que se mantenha no relvado. Vou falar em países. As condições da Grécia beneficia do ponto de vista de financiamento são melhores que as de Portugal.

No entanto, Portugal tem sido cumpridor e à Grécia foi perdoada parte da dívida", afirmou o responsável encarnado, em entrevista ao Jornal de Negócios e à rádio Antena 1, na qual vincou, ainda, que "o sistema não é justo". E explicou o que o leva a tecer tal consideração:

"Quem tem mais dificuldade em pagar é objeto de uma maior tolerância e da invenção de produtos como as VMOCs ou outros que possam existir do que propriamente aqueles que não representam uma imparidade".
notícia, daqui

Bas Dost já fez esquecer Slimani



Este holandês que veio para Alvalade para substituir Slimani, está feliz e não tem nada a provar a mais ninguém, se não fala ainda português, como JJ quer que o faça (no último jogo não houve comunicação com Alan Ruiz que jogou 'nas suas costas') é uma questão de tempo.

Bas Dost e Gelson Martins já fizeram esquecer Slimani e João Mário.
Em Alvalade, está-se a trabalhar bem e em relação à época anterior é só necessário que o novo director de comunicação abrande na sua excitação.

Acho que alguém já percebeu que o ruído da época passada só os prejudicou, ou será que não?!...

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Voltarei brevemente...

Caros leitores, não, o blogue não fechou. Voltarei brevemente 'ao ataque'..., provavelmente, noutra plataforma ou noutro endereço de blogue, mas, com o mesmo nome - Futebol Total.

Peço desculpa a todos vós, mas problemas de vária ordem estão impedindo que este espaço funcione devidamente como vocês merecem.

Abraço,

César João Sousa

terça-feira, 12 de julho de 2016

O primeiro dia do mestre Carlo Ancelotti



Ontem, foi o primeiro dia do 'mestre' Carlo Ancelotti no Bayern de Munique.

Se não acontecer nenhum percalço, aposto que o Bayern de Munique na próxima época levantará a Champions League.

Nunca pensei que algum dia iria 'torcer' por alemães, mas com Carlo Ancelotti por lá e, também, Renato Sanches, ficarei a torcer para que tal aconteça. Atenção, primeiro estão as equipas portuguesas e os portugueses, isso, sempre!
Depois disso, Carlo Ancelotti e o Bayern de Munique.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

A carta de Fernando Santos




Quero agradecer a Deus Pai

"Em primeiro lugar e acima de tudo, quero agradecer a Deus Pai por este momento e tudo aquilo da minha vida. Deixar uma palavra especial ao presidente, dr. Fernando Gomes, pela confiança que sempre depositou em mim. Não esqueço que comecei com um castigo de oito jogos pendentes.

A toda a direcção e a todos os que viveram comigo estes meses. Aos jogadores, dizer mais uma vez que tenho um enorme orgulho em ter sido o seu treinador. A estes e aqueles que aqui não puderam estar presentes. Também é deles esta vitória. O meu desejo pessoal é ir para casa. Poder dar um beijo do tamanho do mundo à minha mãe, à minha mulher, aos meus filhos, ao meu neto, ao meu genro e à minha nora e ao meu pai, que junto de Deus está certamente a celebrar.

A todos os amigos, muitos deles meus irmãos, um abraço muito apertado pelo apoio mas principalmente pela amizade.

Por último, mas em primeiro, ir falar com o meu maior amigo e sua mãe. Dedicar-lhe esta conquista e agradecer-lhe por ter sido convocado e por me conceder o dom da sabedoria, perseverança e humildade para guiar esta equipa e Ele a ter iluminado e guiado. Espero e desejo que seja para glória do Seu nome".

terça-feira, 5 de julho de 2016

PAÍS DE GALAES: BALE, O SUICÍDIO E UMA MALDIÇÃO...

GRANDE HISTÓRIA
Das orelhas do bullying ao filho do vigário nigeriano...
15:37 - 03-07-2016
Speed enforcou-se e Coleman foi para o banco de Gales. Essa é uma das histórias que aqui se conta da seleção que está a espalhar sensação pelo Euro 2016 e que espera Portugal nas meias-finais. Sensação e surpresa - de tal forma que já causou a Dean Saunders, o Dean Saunders que foi jogador do Benfica o que lhe causou: perdeu a roupa e já conta com uma multa que ultrapassa os 1000 euros. Claro, é óbvio: o foco também vai para Bale, para os segredos do que ele foi antes de ser o que é - e vai ainda para a maldição de Ramsey e para a incrível história de Hal Robson-Kanu, o filho do vigário nigeriano que está no desemprego, namora com a filha de um multimilionário e que começou a jogar à bola nas traseiras da igreja do pai com os filhos de Mick Jagger...


A Bélgica estava nas mãos de Hazard e companhia que não tirou os olhos de Gareth Bale. Saiu-lhe o tiro pela culatra, porque não foi preciso Bale: marcaram Ashley Williams, Robson-Kanu e Vokes. 

A estreante Seleção do País de Gales segue invicta para as meias-finais de uma competição Europeia, num duelo que promete dar que falar. É que no outro lado do campo em Lyon, vai estar a Seleção portuguesa, e Fernando Santos não quer ir para casa antes do dia 11 de julho. E Cristiano Ronaldo não quer perder nem por um segundo o grande duelo com o seu companheiro do Real Madrid, numa noite que promete ser frenética, porque só um estará na final de Paris.

A MULTA QUE DEAN SAUNDERS AINDA NÃO PAGOU
Depois de treze tentativas falhadas, à 14ª foi de vez... 

O País de Gales, terceira Seleção de futebol mais antiga do mundo (fez o seu primeiro jogo a 25 de Março de 1876, em Glasgow, frente à Escócia - o que significa que já passaram 140 anos) conseguiu apurar-se para as semi-finais de uma grande competição internacional, ao vencerem a Bélgica (3-1).

Durante décadas foi esse o espírito de guerrilha, conseguido agora por soldados (quase) desconhecidos, que faltou ao País de Gales, quando tinham o que de melhor se praticava no futebol - Ian Rush, Mark Hughes e Ryan Giggs – eles bem tentaram, mas nunca conseguiram que a Seleção se apurasse para uma grande competição. 

O País de Gales apenas tinha estado presente no Mundial de 1958 (e porque foram repescados para um play-off com Israel, contra quem todas as rivais asiáticas e africanas se negaram a jogar...). 

E o heróico Gareth Bale já colocou em trabalhos Dean Saunders, antigo jogador do Benfica e agora comentador da BBC. O galês viajou para França a partir de Birmingham para comentar a prestação do seu país na estreia do Euro, mas apenas pensou com a cabeça e não se deixou levar pelo coração. Conclusão: pensou que só ficaria em França enquanto Gales estivesse em competição. Não acreditou que o seu país pudesse ir longe… mas o País de Gales foi tão longe que Saunders, além de ter levado apenas uma mala de mão, decidiu deixar o carro no parque de estacionamento de curta duração do aeroporto. O fiel galês não arredou pé, mas ficou sem roupa limpa e terá de pagar uma multa de estacionamento que não para de crescer - ao ritmo de 100 libras (120 euros) por dia. E já vão mais de 1000.
Gary Speed enforcou-se, foi Chris Coleman para o seu lugar...

15:54 - 03-07-2016
Não são muitas as seleções que contam com um registo de 100 por cento de presenças em quartos-de-final quando disputam grandes torneios, mas o País de Gales pode orgulhar-se disso. Sim, a proeza tem o dedo (ou melhor: o pé e a cabeça...) de Gareth Bale, mas também tem o espírito do treinador que lhe foi parar ao bando por causa da súbita morte de Gary Speed, do espírto de Chris Coleman.

Nascido em Swansea, foi no clube local que Coleman iniciou a carreira profissional, apesar de ter feito a sua formação nas camadas jovens do Manchester City. Emergiu na Premier League (1992) no Crystal Palace. Por ali ficou cinco temporadas em subidas e descidas de divisão, até que se transferiu para o Blackburn Rovers. A época começou bem, era um jogador assíduo em campo, mas aos poucos acabou por ficar esquecido no banco, até ser transferido para o Fulham, na altura a disputar a Segunda Divisão. Entre o azar, um momento de sorte – Coleman cruzou-se com Mohamed Al-Fayed, empresário egípcio e multimilionário dono do clube, e com os treinadores Kevin Keegan e Jean Tigana, que fizeram dele capitão da equipa que, em quatro temporadas, garantiu a ascensão à Premier League. Mas o azar voltou a bater-lhe à porta. 

Em vésperas de disputar a final da Taça de Inglaterra com o Manchester United, Coleman sofreu um acidente de viação que lhe provou uma gravíssima lesão no joelho - e pendurar as chuteiras foi o cenário inevitável.

Em 2002, Coleman integrou a equipa técnica de Jean Tigana, assumindo o posto do francês a meio da temporada a tempo de evitar a descida de divisão e de se tornar o mais novo treinador de sempre na Premier League. 

Depois de passagens pela Real Sociedad, Coventry e o Larissa, do Chipre, foi por causa de Gary Speed que Coleman chegou a selecionador, de entre todos os cenários, a sua ascensão foi baseada numa tragédia.
 

FOI À BBC, ALMOÇOU COM SHEARER, VIU O MANCHESTER E ENFORCOU-SE...
Gary Speed, ex-jogador do Leeds (onde se sagrou campeão inglês em 1992), Everton, Newcastle, Bolton e Sheffield, entre outros, era o selecionador do País de Gales mas em novembro de 2011 foi encontrado morto na garagem de casa, enforcado…

Na véspera, fora convidado para o Football Focus, programa da BBC. Saiu dos estúdios e combinou encontrar-se com Alan Shearer num restaurante à beira do Manchester Ship Canal. Depois do almoço foram ambos a Old Trafford ver o Mancheter United – e no fim do jogo, Speed fez, durante pouco mais de uma hora, de carro a viagem de regresso a casa, a Huntington.

Na manhã seguinte, Louise, a mulher, descobriu-lhe o corpo morto a baloiçar na garagem. A polícia não precisou de grandes investigações para concluir pelo suicídio – e Louise revelou: «Gary sempre teve um caráter fechado, nos últimos tempos piorou, mas nunca imaginámos que tudo pudesse acabar como acabou, nesta tragédia. Durante a entrevista no Football Focus ainda fiquei mais perturbada, pois percebi que aquele sorriso dele na TV não era genuíno, não lhe chegava aos olhos…» 

«UMA GARRAFA DE VIDRO QUASE VAZIA, TERRIVELMENTE FRÁGIL...»
Gary Speed tinha 42 anos, ao serviço do seu país - e nos apuramentos para o Euro 2004 ultrapassou Dean Saunders como o galês mais internacional de sempre, deixou o futebol com 85 jogos pela equipa A do País de Gales. Carol Speed, a mãe, acredita que foi a paixão pelo futebol que cedo lhe roubou o filho. «Não sei o que era, talvez uma terrível premonição, por isso é que não queria que Gary fosse futebolista, queria que fosse carteiro. Sem poder jogar futebol, Gary, mesmo estando a treinar, era como uma garrafa de vido quase vazia, muito frágil, dramaticamente frágil…».

David Cameron, o primeiro ministro britânico, e Ed Milibrand, o líder da oposição, uniram-se no envio das condolência à mulher e aos dois filhos (o mais velho acabara de tornar-se internacional sub 16 pelo país de Gales), Michel Platini e Sepp Blatter fizeram o mesmo – e no jogo do Leeds, ao minuto 11, o 11 da camisola com que Speed jogava, houve aplausos e cânticos em sua honra. E foi, sob esse estado de choque, o choque que a sua morte causara por toda a Grã-Bretanha sobretudo que Coleman chegou a selecionador do País de Gales…


Portugal livre do homem dos golos que parecem maldição...

15:52 - 03-07-2016
Depois de Bale, o homem mais famoso de Gales é Aaron Ramsey, o homem da maldição no pé. Sim, a história foi-se repetindo meses atrás de meses: sempre que Ramsey fazia um golo, alguém famoso morria. Mas no Europeu de França Ramsey já marcou nenhum famoso morreu nesse dia - e logo houve quem achasse que com a camisola da seleção não conta. Não, Ramsey não vai jogar contra Portugal, por acumulação de amarelos.

Jogador em ascensão ao serviço do Arsenal, já conta com quatro assistências em cinco encontros no Euro2016, mostrando-se radiante por ter ajudado a sua Seleção a chegar a uma histórica meia-final. 

Ah! A história da maldição?! Tudo começou no dia 1 de maio de 2011, quando o galês marcou um golo contra o Manchester United no Emirates Stadium. No dia seguinte morreu Osama Bin Laden, depois de uma operação das forças americanas. No mesmo ano, a 2 de outubro, Ramsey voltou a marcar contra o Tottenham, em White Hart Lane: três dias depois, morreu Steve Jobs, fundador da Apple. Em 2012, Ramsey marcou frente ao Sunderland. Poucas horas depois morreu a cantora Whitney Houston. Já em 2013, depois de fazer uma apresentação de gala e marcar 2 golos contra o Cardiff, perdeu-se mais uma estrela – Paul Walker, um dos heróis do filme Velocidade Furiosa. Em 2014, depois de marcar ao Manchester City, o ator Robbin Williams perdeu a vida. E, em janeiro de 2016, o mundo ficou incrédulo com a morte de David Bowie. E sim, dias antes, Ramsey tinha ajudado o Arsenal a vencer o Sunderland…

O filho do vigário nigeriano e a filha do multimilionário que namora com o desempregado mais famoso de Gales...

15:48 - 03-07-2016
Bale não marcou frente à Bélgica, mais os seus companheiros não o deixaram ficar mal: não houve o baile de Gareth, mas Ashley Williams, Sam Vokes e Hal Robson-Kanu trataram do assunto. Um golo que valeu a Kanu um lugar de honra entre os heróis deste Europeu: é que o avançado foi convocado por Coleman numa altura em que estava desempregado, depois de ter sido dispensado do Reading este verão. Curioso é que se tem destacado no Campeonato da Europa, e já leva dois golos na conta pessoal: marcou à Eslováquia, no primeiro triunfo dos dragões num Europeu, e fez estremecer a baliza da Bélgica.

Nascido em Londres em 1987, Robson-Kanu, jogou nos escalões jovens da Seleção inglesa até aos sub-20, antes de passar a representar Gales (país de origem da mãe e avó materna). Fez a formação no Arsenal, mas acabou dispensado aos 15 anos, por não verem nele qualidades para se tornar jogador profissional. «Era um dos mais pequenos da equipa». A mesma ideia não teve Brendan Roger (mais tarde viria a ser treinador do Liverpool e Celtic), que o levou para o Reading, clube onde ficou por 12 anos. Agora está sem clube, mas sem ele o País de Gales não teria tido a mesma sorte. 

Nem os adeptos, que não o largam. «Hal .. Robson ... Hal Robson-Kanu / Hal … Robson, Hal Robson-Kanu», gritam eles, cada vez que o jogador entra em campo. 

Mas na bancada, Kanu só tem olhos para uma adepta, que por sinal, não passa despercebida – a namorada Haley Bartlett, modelo e filha de um multimilionário da família proprietária da Albert Bartlett & Sons, empresa líder no setor da distribuição de verduras e legumes.

O AMIGOS DOS FILHOS DE MICK JAGGER
Filho de um vigário nigeriano de uma paróquia inglesa: St Igreja Abbots Maria, em Kensington, Thomas Henry Alex Robson-Kanu sempre foi um amante do futebol, tanto que nem olhava a meios para atingir os fins. Quando era criança, Kanu jogou à bola nos terrenos perto da igreja com os filhos de Sir Mick Jagger, vocalista dos The Rolling Stones, uma das maiores e mais famosas bandas de Rock and Roll de todos os tempos. «Lembro-me deles a perseguirem-me ao redor da igreja a quererem jogar. Eu não sabia quem ele, o Mick Jagger, era. Para mim era apenas mais um paroquiano…»

Os 100 metros e o pé proibido, o bullying e a operação às orelhas…

15:43 - 03-07-2016
Gareth Bale? É a estrela da seleção do País de Gales, protagonizou a transferência mais cara de sempre, ao rumar do Tottenham para Real Madrid, por 100 milhões de euros e tendo já Cristiano Ronaldo como o seu maior ídolo. «Ele tem-me dado conselhos, falamos muito. Foi sempre impecável comigo. Ajudou-me muito, dentro e fora do campo. Aprendo com ele, só de o ver jogar e treinar. Era o meu ídolo antes de o conhecer e agora é ainda mais. Podemos formar uma grande dupla dentro do campo». 

No Real Madrid jogam lado a lado, mas em Lyon a história vai ser outra. Cara ou coroa? Venha o diabo e escolha…

COM O SANGUE DE PIKE NAS VEIAS
Natural da capital Cardiff, onde nasceu a 16 de julho de 1989, Gareth Bale esperou 26 anos para fazer história num Campeonato da Europa e logo com a camisola da sua Seleção ao peito. Mas não foi fácil. Ao longo da história, a Inglaterra tentou por várias ocasiões desviar Bale dos seus compromissos (a sua avó era inglesa), para representar a equipa dos Três Leões. Mas Bale nem quis falar sobre isso. «É uma honra jogar por Gales».

Desde cedo que o galês chamou a atenção de clubes poderosos em Inglaterra, quando aos 9 anos, num torneio de futebol de seis, pelo Cardiff Civil Service Football Club, Rod Ruddick, do Southampton, ficou de olho nele. Sobrinho de um antigo jogador e estrela do Cardiff, Chris Pike, Bale começou a treinar no satélite do clube enquanto seguia a sua vida no País de Gales, entre os estudos e a prática do desporto na escola de Whitchurch.

ATLETISMO ANTES DO FUTEBOL
E o esplendido futebol de Gareth Bale tem uma explicação: mais do que o sangue de Pike que lhe corre nas veias, a sua destreza e rapidez. Reza a lenda que, o interesse da Tottenham em Bale, não se resumia ao futebol, destacando-se até no atletismo, onde terá corrido os 100 metros em 11,4 segundos, com apenas 14 anos. 

Nessa altura, porém, o corpo tremeu com o crescimento. «Aos 14, as dores de crescimento quase me afastaram do desporto. Eu era muito pequeno e depois dei um grande salto. A minha coluna não estava alinhada e não conseguia correr em condições». 

Mas Bale deu a volta, e nesse mesmo ano, o Southampton decidiu chamar a promessa para treinos regulares no clube. 

A mudança não foi fácil. Durante anos, o pai Frank (ex- jogador de futebol amador) foi o seu principal apoio:«É o meu maior herói. Fez muito por mim quando eu era mais novo, fazendo muitas vezes a viagem entre Southampton e Cardiff (mais de duas horas na estrada para cada lado)». 

O GOLO QUE MARCOU NA LUZ E ROUBOU A EUSÉBIO CUP AO BENFICA
Foi a 17 de abril, de 2006, na altura com 16 anos e 275 dias, que Gareth Bale começou finalmente a espreitar o estrelato, quando se estreou pela equipa principal do Southampton. Cobiçado por muitos, acabou por cair nas teias do Tottenham. Nos primeiros 24 jogos pouco foi o brilho que mostrou, reforçando a ideia de ser...pé frio. Não era só, as lesões também passaram a infernizar-lhe a vida, a não lhe dar grande descanso.

Sim, nessa altura ainda era lateral esquerdo. A pouco e pouco, porém – foi começando a mostrar o seu futuro. E a marcar golos até. Por exemplo, foi de Bale o golo que, em agosto de 2010, no Estádio da Luz, deu ao Tottenham a Eusébio Cup. Mas espantoso foi o que aconteceu três meses depois: já médio, fez um hat-trick ao Inter de Milão que pôs a Europa a falar de si em espanto. 

Começou, também a ser comparado a Cristiano Ronaldo pelo modo como marcava livres – e percebeu-se que não era tão descabido assim o conselho que o olheiro Rod Ruddick lhe tinha dado: «Vais ter de aprender espanhol, Gareth. É que pode vir a fazer-te falta, mais cedo do que esperas.

COM VILLAS BOAS A COMPARÁ-LO A CRISTIANO RONALDO...
Antes ainda da transferência para o Real se concretizar, André Vilas Boas, seu treinador no Tottenham, já lhe percebera o destino (e não só): «Sim, vejo semelhanças entre o Bale e o Cristiano Ronaldo. Ambos são futebolistas de grande técnica, extremamente fortes e rápidos, cresceram como avançados, mas tornaram-se extremos - o Gareth ainda mais, não se esqueçam que era lateral-esquerdo, passou para extremo e agora, comigo, desempenha um papel mais na frente. Um papel que o Ronaldo também é capaz de desempenhar…»

Harry Redknapp, que o treinara no clube londrino, que o transformara de lateral em médio, foi ainda mais efusivo nos elogios: «Bale é um jogador completo, que pode fazer todo o trabalho que se queira que ele faça. É capaz de driblar, de chutar com as duas pernas, de cabecear - e de correr o dia inteiro. Sim, não há nada que ele não possa fazer, é um jogador incrível. Está no encalço de Messi e de Ronaldo para ser o melhor jogador do mundo…»

SANDRO SEM DÚVIDA: «VAI SER O MELHOR DO MUNDO COM FACILIDADE»
No dia em que se soube que Florentino Pérez o fora buscar a Londres, Sandro, seu companheiro no Tottenham afirmou: «Estão espantados por terem dado 100 milhões pelo cara? Eu acho que Gareth Bale vale até mais. Joga muito mesmo, pode ser o cara lá no Real Madrid, mesmo que no Real Madrid tenha Cristiano Ronaldo. O que fez aqui eu nunca vi um jogador fazer em toda a minha vida: coisas inacreditáveis. Não é falar que ganhou sozinho, mas levou vários jogos aqui com golos decisivos, passes decisivos... nossa às vezes… nem dá para acreditar! Se continuar nesse nível vai ser o Melhor do Mundo com facilidade…» 

O resto é o que se sabe: Bale não se tornou só uma das figuras indiscutíveis do Real Madrid, como se tornou a estrela de Gales – um pequeno príncipe que depressa se fez Rei ou melhor que transformou Gales no «grande reino» que vai sendo no Euro 2016. Ou seja: conseguiu fazer o que Ryan Giggs, ídolo de Bale e símbolo do Manchester United não conseguira – ele que durante a carreira de jogador foi muitas vezes acusado de desprezar a Seleção, chegando mesmo a baldar-se a 18 particulares consecutivos...

PROIBIDO DE CHUTAR DE ESQUERDA NA INFÂNCIA
O futebol é mesmo assim. Ao saber-se que chegara a Madrid como a maior contratação da história do futebol, o jornal espanhol Marca encontrou amigos de escola do galês, que chegaram a brincar: «Melhor do mundo? Não era nem o melhor da sala». Lembram-se de lhe chamarem também o Bale do pé frio. «Ele tinha um míssil na perna esquerda. Eu queria iguala-lo aos demais. Não permitia que tocasse na bola com a esquerda durante os treinos. Se o fazia, era falta para a outra equipa» … recordou Gwyn Morris, ex- professor de Educação Física.

É caso para dizer que o patinho feio virou cisne. «Se Gareth Bale passasse tanto tempo a pensar no futebol como passa a pensar em esconder as suas orelhas, ele seria um jogador melhor». A piada, a que Bale não achou piada, foi de Harry Redknapp. 

O QUE NÃO ESQUECE: O BULLYING POR CAUSA DA ORELHA...
Fez, pois, a sensação que fez com os 100 milhões de euros que o Real Madrid pagou por ele, mas Bale, é um jogador que não gosta de holofotes, mas forte o suficiente para não se deixar abater pelas rejeições que sofreu no início da carreira. Durante 23 anos, lutou para esconder o tal pequeno defeito de fabrico – não gostava das duas orelhas – mais saídas que o resto das pessoas que conhecia, o que o fazia com que fosse mais tímido e mais constrangido, dentro e fora do campo. Para isso, recorreu a uma cirurgia estética para emendá-las. O que não conseguiu esquecer mais foi o bullying que sofreu calado na escola, e mesmo no futebol, quando durante um jogo entre Tottenham e Arsenal, os adeptos o compararam a um macaco.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Três pontos para o País de Gales...







Que os franceses são useiros e vezeiros a gozar com os portugueses, já todos nós sabemos.

Nós, portugueses, também não somos inocentes a 'brincar com outros povos',...e é por isso que nos últimos dias me tenho lembrado muito do título deste post.

Faz parte do ser humano arranjar sempre umas frases e provérbios para nos referirmos a alguma coisa.


Da malta que já jogou futebol, quantos de nós já não utilizamos a célebre frase - três pontos para o País de Gales?!...para classificar um remate que fosse muito por cima da trave.


Não tem conta as vezes que o autor deste post já o fez...

Vou já me penitenciar e 'pedir desculpa' ao povo dessa ilustre nação, não que eu seja supersticioso ou acredite em bruxas, mas não vai lá o diabo tecê-las e quinta-feira a malta do País de Gales fica-se a rir de nós.

Nota: acho que a frase em si, é mais para justificar o forte do País de Gales - o râguebi, e não como tom depreciativo.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

«Onze e sistema oficial da selecção portuguesa»

«Onzes e sistemas prováveis de Polónia e Portugal»

SLIMANI LOCALIZADO

Chegou à redação do futebol total que Slimani já foi localizado, encontra-se de férias com Shikabala na Mauritânia..., um já está á pesca, o outro chegou com frio nas orelhas.
Há quem diga que um terceiro elemento se vai juntar ao grupo - o benfiquista Taarabt.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A MINHA BANHADA EM MARSELHA

Aconteceu num sábado, quando o mistral era uma evidência a varrer a Cote d’Azur. Em Marselha, no velho Velódrome, Portugal perdeu com a França por 3-2, já no prolongamento. Eu estava lá, ao serviço da Gazeta dos Desportos. No dia anterior, lembro-me bem, apesar de tudo ter ocorrido há 32 anos, aproveitei a 'folga' para fazer um mini-cruzeiro ao arquipélago do Frioul, um conjunto de pequenas ilhas ao largo de Marselha. Lembro-me bem porque o capitão do barco, à saída do Vieux Port, aconselhou os passageiros a abandonarem a zona da proa e a recolherem ao interior. Fui o único que fez ouvidos moucos e não tardou nada até estar encharcado até aos ossos com a água já quente do Mediterrâneo. Foi um banho que soube bem, depois de longas jornadas a seguir 'Os Patrícios'. Primeiro em Estrasburgo, onde empatamos com a Alemanha, depois em Marselha, onde vencemos a Espanha, e a seguir em Nantes, onde vencemos a Roménia com um golo de Nené a qualificar-nos para a meia-final. Graças a este golo de um jogador que estava a viver na sombra de Jordão e Manuel Fernandes, e com quem tinha feito uma mini-entrevista antes desta partida com a Roménia, tive um dos grandes furos da minha carreira – no fim, o senhor Tamagnini, o tal que não sujava os calções, fechou a boca a todos os jornalistas e disse que só falava com o miúdo da Gazeta, o único que se tinha lembrado dele quando ninguém falava de Nené. Fiquei tão nervoso que depois não percebi os gatafunhos que tinha vertido para o bloco de notas.
A campanha de Portugal no Euro 84 teve um protagonista: Fernando Chalana. Tive a sorte de rapidamente me fazer amigo da sua então companheira, Anabela. Ela foi como que apadrinhada pela esposa de José Neves de Sousa e a partir do meio da campanha passou muito tempo com ela e, por consequência, também com o grupo de jornalistas portugueses que acompanhavam a seleção. O que vos posso dizer é que, através da Anabela, sabíamos tudo o que se passava com a seleção. Não fossem alguns de nós e a dado momento Chalana teria mesmo abandonado o estágio, tal era o seu desconforto e tantas eram as saudades de Anabela. Os responsáveis da seleção fizeram tudo para que o casal não mantivesse contactos mas a verdade é que Chalana sempre que podia descobria um telefone e passava horas à conversa com a sua apaixonada.
Lembro-me também bem da segunda viagem para Marselha. O presidente da FPF, Silva Resende, fez questão de me chamar para a frente do avião, sentando-me ao seu lado. Com algumas 'Gazetas' na mão, o antigo jornalista de A Bola deu-me uma sabatina, incomodado com as inconfidências do repórter, na altura sem qualquer tipo de filtro (situação que tentou até hoje manter, nem sempre com sucesso). Quando o avião finalmente aterrou, ouviu-se um suspiro de alívio. Compreendam também aqui a frescura do banho do dia seguinte, a caminho das Frioul.
Para não vos maçar mais, apenas recordo que no dia do jogo comprei umas meias brancas com as bandeiras das equipas que participavam no Euro. Para dar sorte. Do jogo recordo a sensação agridoce e o mistral que batia as bancadas, os emigrantes portugueses em lágrimas e aquela sensação de que tínhamos perdido a nossa grande oportunidade de levantar o caneco.
Foi uma jornada, apesar de tudo, gloriosa. O facto de ter na altura apenas 22 anos também ajudou muito. Hoje não sei se seria capaz de troçar do aviso do capitão do barco.
Eugénio Queirós no Jornal Record

terça-feira, 28 de junho de 2016

O Polónia vs Portugal de 1986...

...espero bem que na próxima quinta-feira sejamos nós a vencer. Carrega Portugal!!!

domingo, 26 de junho de 2016

O fanatismo de Bruno Carvalho...



O fanatismo em estado puro. Atenção, refiro-me à parte da jogada do golo.
Este e o Rui Gomes da Silva ainda não perceberam que quem está no Euro é a selecção portuguesa e não a 'clubite' aguda.

sábado, 25 de junho de 2016

Jogo sofrido e vitória merecida por 1-0!...



A selecção não joga nada, aquele não jogou isto, aquele não jogou aquilo...enfim, ainda não perceberam que em provas a eliminar, no momento da verdade, é preciso jogar forte e feio.

Querem espectáculo? É ir à ópera ou ao teatro.
Às cobras 'cuspideiras': ainda não foi hoje que descarregaram os vossos ódios e frustrações pessoais nesta selecção, no seu treinador e no seu capitão. Enfie o capucho quem quiser!

Carrega Portugal!, hoje e sempre!!!

«Onze/sistema oficial de Portugal»

«Onzes e sistemas prováveis de Croácia e Portugal»

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A PRÓXIMA FINAL



A prestação de Portugal na fase de grupos do Euro’2016 não foi a melhor. Apesar de termos apresentado um futebol superior, a verdade é que não conseguimos vencer nenhum dos adversários que defrontámos. Das 16 seleções que seguiram em frente, somos mesmo a única que o conseguiu fazer sem ter uma vitória alcançada. 

Portugal partiu com a legítima ambição de chegar longe na prova. Era o favorito do seu grupo. Mas lidou mal com a irreverência e transcendência dos adversários, pouco habituados a estas andanças, mas extremamente motivados em brilhar e aproveitar ao máximo a oportunidade. Neste momento, o importante é estarmos nos oitavos-de-final e é nisso que nos devemos focar.

Agora vem aí o mata-mata com a Croácia e há que mudar o chip. Importa tentar não repetir os erros anteriores, reforçar o coletivo e encarar a eliminatória com pragmatismo. Acima de tudo, será necessário um jogo mais solidário e intenso entre sectores, assim como pontaria afinada. Vamos encontrar uma equipa muito forte, bem organizada, que trata bem a bola e está recheada de jogadores de qualidade como Modric, Rakitic ou Perisic, entre outros, com experiência nas principais equipas da Europa. A vitória sobre a Espanha serve de aviso. 

O facto de defrontarmos uma equipa que gosta de ter a bola poderá ser um bom sinal, na medida em que isso poderá significar mais espaços para o jogo português e maior dinâmica nas transições ofensivas. Por outro lado, o comportamento defensivo da equipa nacional terá de ser outro. A Seleção terá de criar uma maior pressão sobre o portador da bola e evitar que surjam ocasiões de perigo nas costas da nossa defesa. Teremos de ser uma equipa equilibrada em todos os momentos do jogo.

Os croatas terão mais um dia de descanso do que os portugueses. Por esse motivo, talvez Fernando Santos venha a pensar em refrescar o meio-campo, o sector do terreno que parece evidenciar maior desgaste. E quem sabe se o modelo que terminou o jogo com a Hungria, com William, Danilo, Renato Sanches e João Mário não se tratou de um pequeno teste para a partida seguinte.

Positivo

Não foi do modo mais esclarecedor, mas o primeiro objetivo da Seleção está atingido: os oitavos-de-final. E agora que vêm as finais, Cristiano Ronaldo voltou aos golos. Estamos vivos.

Negativo

Por mais razões que assistam ao jogador, que as terá, o episódio do microfone não é digno de um capitão da Seleção. É dentro de campo que Ronaldo dá a melhor resposta.
António Oliveira no Jornal Record

Foi mais ou menos assim o 15º dia em Marcoussis...

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Com calor...

Ronaldo safou-nos...



O futebol é um jogo colectivo, por isso é que tu e o Messi, apesar de serem os melhores do mundo, nunca levantaram um 'caneco' de uma grande prova de selecções. A tal falta de rotinas?, sim, talvez, porque as selecções tem pouco tempo de trabalho antes das grandes provas, não há o entrosamento que há nos clubes.
Mas tenho que admitir, que sem ti, hoje, nem aos 1/8 chegávamos. 
Lá vai o tempo dos 'Rui Costas, Decos, Figos e Pauletas'. 
As grandes selecções ganham mais vezes porque chegam com mais gente à zona de finalização (4/5 jogadores), nós chegámos com Nani, Ronaldo e por vezes Quaresma.

Que venha a Croácia e que seja o que Deus quiser. Mas há que haver mais dinâmica neste meio campo da selecção, chegando com mais gente à zona de finalização.
Se isso não acontecer, nem chegaremos onde chegámos há 4 anos - ás meias finais, perdidas nos penalties contra a Espanha.

«Onze e sistema oficial da selecção portuguesa»

«Onzes e sistemas prováveis de Portugal e Hungria»

segunda-feira, 20 de junho de 2016

QUARTA HÁ ECLIPSE DA TRETA


Não é coincidência, é uma maneira de ser: quando vemos um jogador da Seleção a disponibilizar-se para estar com os adeptos, dar autógrafos, fazer selfies e distribuir sorrisos, há para aí 90 por cento de probabilidades de que esse voluntário seja Pepe. Ontem, num dia que não terá sido propriamente feliz, lá estava ele, o brasileiro, disponível e solidário com a nossa gente, que tornou sua.

Já foi assim que conquistou o madridismo, após uma ou duas épocas em que atitudes menos positivas dentro de campo fizeram dele um nome maldito. Recuperou com a classe futebolística, a entrega ao emblema, o apoio aos companheiros – e o exemplo em que se transformou. Quando os merengues marcam um golo, há para aí 90 por cento de probabilidades de ser ele, Pepe, o primeiro a chegar junto do marcador para o abraçar.

Compreendendo a deceção provocada pelos dois empates, custa ver concentrada em Pepe – como em Moutinho ou em Cristiano, em Cristiano, calcule-se! – tanta descarga de críticas absurdas, que balançam entre a ingratidão e a maldade. Não sairei inocente dessa estupidez, também gosto de assobiar quando perco.

Esperei sempre, e escrevi-o andava a euforia no ar, grandes dificuldades no Europeu. Mas não tendo a certeza do próprio, de que Fernando Santos seja recebido em festa, em Lisboa, a 11 de julho, sei que depois de amanhã teremos a melhor exibição da Seleção no Euro, o regresso de Cristiano aos golos e o milagre do eclipse da crítica da treta. Se confiámos antes, acreditemos agora, pois há para aí 90% de probabilidades de ganharmos. Para os 10% que faltam, conto com Király – e com o seu pijama e o seu reumático. O tempo é de fé.
Alexandre Pais no Jornal Record